sexta-feira, 31 de julho de 2015

#TGIF


Thank God It's Friday!

quinta-feira, 30 de julho de 2015

quarta-feira, 29 de julho de 2015

terça-feira, 28 de julho de 2015

segunda-feira, 27 de julho de 2015

domingo, 26 de julho de 2015

sábado, 25 de julho de 2015

Irmãos em Cristo

Tarde! 

Hoje chego-vos com um post mais pirosinho.

A primeira vez que ouvi a expressão "Irmãos em Cristo", o que não foi há muito tempo, não gostei muito, lembro-me de a estranhar. Mas hoje fez-me todo o sentido do mundo. Foi preciso vir para o boda... Ele há coisas! 

Nos últimos dias, o nosso motorista teve de ir a Cuamba e ficámos entregues ao seu substituto, chamemos-lhe Zé Carlos. Muito discreto e igualmente simpático. Como gostamos de saber como são as comunidades nas várias partes do Niassa, eu e o Çalito fazemos imensas perguntas aos motoristas. Numa dessas conversas, o Zé Carlos disse-nos que era católico. 'Mediatamente, respondi que também era. 

Dia seguinte. Mary foi sozinha com Zé Carlos à obra. Pergunta o dito: "então religião é católica". Mary diz que sim mostrando-lhe o terço que tem ao pescoço. Deviam ter visto o sorriso dele, a união que ali se gerou imediatamente. Éramos irmãos. Somos irmãos. 

A partir daí, contou-me que tinha sido baptizado, crismado, que era casado desde 1989 e que tinha quatro filhos, todos rapazes. 

O que mais me fascinou foi o orgulho com que ele falou da sua religião. A alegria que lhe trazia afirmar-se como católico. Contagiou-me.

Se calhar nunca mais o vejo mas foi um momento de tanta comunhão e alegria que acho que nunca mais o esqueço! Ao momento e ao Zé Carlos.

Até já. 

P.S.- Agora é que vão disparar as apostas que a miúda vai acabar freira!

#PinkWater

sexta-feira, 24 de julho de 2015

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Eu é mais copos.

Tarde!

Three weeks in, achei que estava na altura duma cervejinha. Como ia à vila, lembrei-me de passar no Romão, restaurante cá do sítio. Eis o que se passou:

Mary entra no Romão. Só homens. Tudo bem, I can do this.

Eu: Boa tarde, como está?
Zé Carlos: Normal, você por aí?
Eu: Assim mesmo.

(Esta introdução repete-se uma média de 324 vezes por dia.)

Eu: Quanto vale a 2M pequena?
Zé Carlos: 60 meticais.
Eu: E a média?
Zé Carlos: 60 meticais.
Eu: Bom, então se calhar levo médias, não é? Parecendo que não, compensa.
Zé Carlos: Média tem vasilhame.
Eu: Faxavor?
Zé Carlos: Só podi levar média si entregar vasilhame.
Eu: E a pequena?
Zé Carlos: Piquena podi levar, não tem vasilhame.
Eu (a rir): Portanto o que me está a dizer é que custam ambas o mesmo, mas só posso levar a piquena… Isso não faz sentido nenhum homem!
Zé Carlos: Haaaaa…Deus te abençoe!

(WHAT?????)

Eu: Já abençoa homem, mas eu hoje era mais cerveja!
Zé Carlos: Só a piquena..
Eu (vencida pelo cansaço): Seja.

Lá vim, com as cervejas e vários olhares “reprovadores”.

Até já.

#ACaminhoDoServiço!


quarta-feira, 22 de julho de 2015

terça-feira, 21 de julho de 2015

#BackToSchool

Back to school.
Que amor!!


segunda-feira, 20 de julho de 2015

#Programão

Cause Mondays are so awesome already...

domingo, 19 de julho de 2015

Calor, Princesas & Esponjas

Tarde!

Mais uma Missa, mais um post. Já sabíamos que hoje íamos ter o Senhor Bispo a celebrar. O que não sabíamos era que ia começar com uma hora de atraso e que ia demorar 3:10h.

Como convém, cheguei ao bunker às 7:52h e, como avistei uma cadeira livre, voei para a dita. Bunker já a abarrotar, hoje com seis moços de faixa. Tudo o que fosse canalha ia lá para trás que se lixava.

Chegou uma sénior. Levantei-me. Lixei-me.

Obviamente, nunca mais arranjei lugar. Mas isto até foi bom porque só quando perdi o lugar é que fui lá fora e me apercebi que a Missa não ia começar tão cedo. Na verdade, era bem provável que o Bispo ainda estivesse a sair de Cuamba ou de Lichinga (ambos a 150km de terra batida de distância).

Abordo um moço enfaixado:

“A que horas é a Missa?”
“8 horas em ponto.”
“Bom, como é que eu posso explicar? São 8:23h.”
(Viro-me para o cavalheiro ao lado dele que parecia mais escorreitinho.)
“A Missa é às 9 horas.”

283 avisos e não podiam ter dito isso na semana passada? Relembro que o bunker está ao barrote. Abafado doesn’t even begin to describe.

Lá começou a Santa Missa e depois foram só 3:10h. Sim, três horas e dez minutos. A melhor parte é, sem dúvida, a musical. A Missa cá é muito mais alegre. Quase não damos pelo tempo a passar. Quase...

E para o fim, a pérola: hoje, como vinha o Sr. Bispo, aprimorámos a decoração e à grinalda das Princesas juntámos… ESPONJAS DE BANHO!! Épico.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

A chegada!

Pois é meus amigos, já passaram duas semanas (going on three months que o tempo aqui é diferente!). Fascina-me a velocidade com que o ser humano se adapta a uma nova realidade e a facilidade com que criamos rotinas seja aonde for!

Deixo-vos um video da nossa chegada a casa para que vejam como estou bem instalada:


Como diria a outra, estou praticamente num resort.

Mas a pergunta verdadeiramente importante é: que franjinha era aquela, minha menina?

Até já.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Boda Who?

Noite!

Diz que há malta com dificuldade com a palavra boda – who? what? where? – de maneiras que vim tentar definir a situação.

Em 2009, Boda definia-se assim:

Boda s.m. destino longínquo, lugar onde certas e determinadas pessoas não iriam nem mortas quanto mais vivinhas e com juízo, sitio onde não há acentos no teclado.

Incluí a palavra no título basicamente porque o blog é meu e eu faço o que eu quero - também por ser uma palavra que uso muito. O resto é porque sou pirosa e queria um titulo pires como as coisas pires.

Em 2015, esta definição foi novamente influenciada por uma das minhas pessoas preferidas que acrescentou: “nem de pés para a frente”. Grande senhor, já ganhou!

Até já

terça-feira, 14 de julho de 2015

Domingo, Dia do Senhor!

Pois é, o Domingo também cá chega e com ele a Santa Missa.

E onde é que esta decorre? Na vila. E onde é que a Mary não está? Na vila. 

Tudo bem, não tem problema, anda-se um bocado a pé. E assim foi. Depois de uma caminhada de 52 minutos cheguei à Igreja de porta fechada. Pronto, foi ontem às 18:23h, queres ver? Não, afinal a Missa é num belíssimo espaço em cimento ao lado da Igreja. Por "belíssimo espaço" peço ao leitor que imagine um bunker sem luz. Ok, sem problema. Sigo o povo e paro na primeira porta lateral. O olhar da freira que a guardava foi claríssimo: "esta não é a tua porta menina, fazes o favor entras pela traseira". Ok, segue para a do fundo. Nesta estão três moços com uma faixa encarnada: "Acolhimento". Por "Acolhimento" peço ao leitor que imagine três putos a mandar apertar botões e tapar ombros. Morri de calor mas não tirei o casaco nem um segundo com pânico de que sacassem do apito! Entrei e, depois de voltar a ver, percebo que é moços para um lado e moças para o outro. Sento-me e começo a ser crescentemente ensanduíchada (it's a word!). Durante a Homília cheguei-me para a frente - what a rooky mistake missy! Nunca mais me encostei, nunca mais.

Ainda durante este momento, olho para cima e vejo uma situação cor-de-rosa. Como estava sem óculos, demorei um bocadinho até ao "espera lá, aquilo é a...tu queres ver...é a tipa do Aladino! E a Bela Adormecida!". Pois é amigos, a emoldurar o altar tínhamos...uma grinalda das Princesas da Disney! Nem mais nem menos. Cá em Mandimba é assim: festeje os anos da sua princesa no lugar de culto mais perto de si. A cereja? Um sermão e 283 avisos para pagarmos o dízimo e os sacramentos. Não sei do que falam, eu é mais bolos.  

E assim serão os meus Domingos das 6h às 9:30h. Espectáculo!

Até já.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Dormir em Mandimba!

Pois… NÃO!!

Noite passada:

20:17h – Estou podre e não percebo porquê.

2:55h – Muçulmanos chamam para a primeira oração do dia e encetam a dita que demora duas horas. Tudo isto se passa dentro do meu quarto. Lembro-me porque é que estou podre às 20:17h.

3:28h – Still praying…!! Ainda ao meu lado. Pode faltar a água e a luz mas o megafonezinho para a oração é que não.

4:12h – “Vai Mary, tu consegues. Vai para o teu happy place.”

4:13h – Mary não conseguiu.

4:55h – Param 7 minutos dando esperança à branca.

5:02h – Retomam. Parece-me que mais alto.

5:45h – Toca o despertador. Branca levanta-se e põe panelas ao lume para o banho de caneco que se segue.

Com excepção do pôr água a aquecer, as noites de semana são todas assim. Naturalmente, a minha tolerância religiosa tem vindo a baixar de forma proporcional às minhas horas de sono.

Aos fins-de-semana junta-se uma pequena pérola: DJs locais. Ah, tão bom. Notem, eu não tenho nada contra a música, agora (tentar) dormir ao som duma versão rasca do andar de baixo do Lux não é bem a minha cena. A sensação que dá é que os jovens atrás da “mesa de mistura” estão constantemente em espasmos, resultando num medley de altíssima qualidade como podem imaginar.

E pronto, hoje foi isto que tivemos. Vamos então ter com o caneco..

Até já.

domingo, 5 de julho de 2015

Lisboa-Mandimba = 48 horas!

Ora então boas tardes,

Como prometido, cá estou em Mandimba! E só precisei de 48 horas para cá chegar. 

Então foi assim: depois de todo um stress ao nível do peso da mala (um obrigada à minha Pilar que andou com os lençóis vetados Portela fora) saí de Lisboa dia 1 de Julho às 19:10h. Depois dum longo voo, aterrei em Maputo às 6:10h de dia 2 . Fomos mediatamente enfiados num veículo e siga para burocracias várias. 

Seguiu-se um copo no Dhow, um cocktail no Polana e um jantar espectacular à beira-mar. E está feito ao nível de actividades sociais até Dezembro. 

Deitar às 23h e despertador para as 4h que ainda faltavam dois voos e uma camioneta. Sexta-feira: acordar, pequeno-almoço às 4:37h e siga para o voo das 7:30h. 

"Não há voo às 7:30h...", diz a moça do balcão da LAM. Faxavor? "É às 6h." Ok... Então vamos lá fazer o check-in. Voo foi às 6:30h, mas podia ter sido às 8:52h. Vai-se ajustando conforme lhes apetece e tudo bem. Chegamos a Tete e esperamos mais um pouco por este poço de segurança: 


Tudo bem, era o que tínhamos. Gonçalo no 5A e eu no 10B. Já sentadinhos, diz a moça: "Ok, we please ask you go to front because cargo overweight". Say what now? E tirarmos uns contentores, não?

Chegámos a Lichinga, onde nos esperava o Eusébio. Entramos no jipe e passámos a comprar croquetes. "Nós comemos no carro". Diz o Eusébio: "Hmmm, bocado de muita picada", leia-se, 150kms de terra batida esburacada, pejado de cidadãos, bicicletas e cabras. Espectáculo! 

E pronto, assim foi a vinda até Mandimba... 

Até já.