domingo, 29 de novembro de 2015

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Da Saga Bis em Blantyre: Miss Manicure & Jovem Casal Suíço

Boa tarde,

Quando se achava que umas idazinhas a Blantyre não podiam render mais, eis que surge o terceiro (e último) episódio por terras malawianas. Curiosamente, também este incluiu um desafio com as autoridades.

Chegada a Blantyre, Mary dirige-se, pela segunda vez, ao Consulado moçambicano. Desta vez ia compostinha: calça, topzinho com mangas, casaco e ténizinhos. E quem encontrámos de pé ao lado da amiga da secretaria? A nossa Miss Manicure, também ela muito composta. Aliás, punha-me num chinelo, Quinta-feira deve ser dia de spa.

Miss Manicure: Dona Maria, este visto já não dá para prorrogar… Aliás, já nem deve usar este tipo de visto, tem de pedir uma autorização provincial, e isto e aquilo e ir ali a Vila Real de Sto. António para chegar à Damaia.
Mary (raios parta isto!!): *sorrisinho humilde*
Miss Manicure: Mandimba… curioso… aonde em Mandimba?
Mary (a sério? A sério que achas que alguém ia inventar que vive em Mandimba?): No Bairro da Chanica.
Miss Manicure: Não estou a ver. E eu faço muitas vezes aquela estrada.
Mary (gesticulando): Claro que não está a ver, é smalliiiii.
Miss Manicure: *GARGALHADA*
Mary: A sério, uma pessoa sai de Mandimba, “ah e tal vou procurar a Chanica” e pumbas, já passou!
Miss Manicure: *GARGALHADA*
Mary (será que isto chega para me safar?): Posso usar a sua casa-de-banho?
Miss Manicure: Com certeza.

Ok Mary, força, tu consegues! Aguenta que a moça há-de ceder. Goza mais “ca” Chanica. Faz qualquer coisa mulher. Pronto, e agora volta lá para elas não acharem que és (ainda mais) estranha. Voltei e tudo acabou bem, Mary sacou um vistinho. Boa tarde e obrigada.
Como eles têm Wi-Fi, deixei-me ficar mais um bocadinho no jardim a “apreciar as flores”…
Enter jovem casal de backpackers europeus.
Ela de manga à cava e havaianas, ele de calções. First timers, obviamente. Tadinhos, juro que tive pena, sobretudo porque vinham com ar de quem tinha andado duas horas (circunstância que confirmei dois minutos depois).
Mary: Queridinhos, vocês assim nem à porta chegam.
Jessica: A sério? Que chatice… Andámos duas horas para cá chegar.
Mary (called it!): Acredito, mas vão por mim…
Jessica: *blank*
Mary: Posso ajudar-te com casaco e ténis mas não tenho nada para o Zé Carlos.
Jessica: Não faz mal, ele pede umas calças ao jardineiro.
E assim foi, trocadas as roupas Mary deu por si com umas havaianas 37 nos pés (leia-se, com os calcanhares de fora) e o Zé Carlos estrelicadinho nas ditas calças do jardineiro. Múltiplos minutos depois, ressurge o casal bastante chateado com o atendimento. ‘Xem lá isso filhos, há coisas piores. Obrigados e até qualquer dia.
Cinco horas mais tarde, na fila para o ATM…
Mary frustradíssima por ter ficado presa em Blantyre por causa dum atraso de 10 minutos e ainda mais frustrada por estar incontactável. Passa casal de suíços. Dois minutos de conversa de circunstância. Casal segue para o SHOPRITE, pináculo do consumo em Blantyre, Mary avança uma casa na fila para o multibanco ainda bastante frustrada.
Dois minutos depois…
“Espera lá, aqueles tipos falaram num hot-spot na mochila…!” Próximo destino: SHOPRITE!
Mary entra no dito e busca casal suíço. Corredor do óleo…corredor das farinhas… corredor dos cereais… STOP!! Eis-li-os. “Desculpa lá ‘miga, posso usar a vossa net?” E assim foi, mais precisamente entre os Jungle Oats e os Cornflakes.

Até já.

domingo, 11 de outubro de 2015

Da Saga Bis em Blantyre: O Gajo das Alfândegas

Ok, zero visto mas necessidade de voltar para Mandimba… Mary pensa e decide arriscar: siga para Mandimba!

Chego ao posto de fronteira de Mandimba e vejo o chefe das Alfândegas com quem, curiosamente, tinha visto o Benfica-Porto. “Estou a pedir visto.”, diz a Mary. Risada geral derivados do uso de uma expressão local. “O chefe da Imigração há-de dar.”. Okay, desde que alguém mo dê até pode ser o jardineiro.

Enter chefe da Imigração. Pela carinha do moço vi logo que não ia ser um parto fácil. Arregaça a manga, sorriso de orelha a orelha e vamos a isto. Long story short, ao contrário do que me disseram no Consulado, não dão aquele tipo de vistos nas fronteiras e tive que vender o meu primogénito e lançar muito charme para conseguir um acordo – leia-se, não sair de Mandimba e voltar ao Malawi na Quarta para pedir novo visto.

Notem que o medo principal desta gente era que eu fugisse. Where the hell to people? Lá lhes garanti que o meu coração estava em Mandimba e que não ia a lado nenhum. Ok, vamos ajudar-te, mas isto não há cá almoços grátis:

Zé Carlos (mais vencido pelo cansaço que outra coisa): Ok, vou ajudar e você vai ter coração moçambicano.
Mary (say what now?): hmm.. não percebo bem..
Zé Carlos: Vou ajudar e você vai ter coração moçambicano.
Mary (ah sim, porque se repetires exactamente a mesma frase vou perceber): Mas o meu coração é português...

Zé Carlos lança sorriso matreiro e faz-se luz na cabecinha da Mary. O moço estava a referir-se à ajudinha dada às autoridades oficiais comummente designada por “refresco”. Ora bem, nesta altura já levava 2:37h de posto de fronteira, pelo que passei directamente ao “quanto é que queres?”. Aparentemente, isto é uma grave infracção diplomática mas o meu ar assertivo deve ter disfarçado a coisa e ele só respondia “você é que sabe, o coração é seu”. So not the time para este género. “Zé Carlos, o meu coração é e será português e eu estou cansada… Diz lá quanto é que queres e vamos aviar o assunto”. Nada. Insisti em vão. Chefe das Alfândegas dá lá uma ajudinha. Ok, sem problema. Chefe das Alfândegas chama o Zé Carlos e saca duma… wait for it… calculadora. A sério, uma calculadora? Vamos aplicar percentagens?

Depois de todo este cenário, lá chegámos a acordo e fui buscar o dinheiro para lhe dar. Tiro notas, dobro, dou-lhe. Ainda a pôr o dinheiro no bolso:

Zé Carlos: Onde é que estás a viver?
Mary: Na Chanica.
Zé Carlos: Que é que fazes nas horas de lazer?
Mary (seriously? O chulanço foi tipo warm up é?): Ah… depende… passeio… jogo bilhar… depende…
Zé Carlos: Próximo jogo de bilhar vamos juntos.
Mary: *blank*
Zé Carlos: Queres jantar?
Mary: *GARGALHADA*

O choque foi tal que nem consegui disfarçar. Que falta de noção. Pega no passaporte e foge dali.

Até já.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Da Saga Bis em Blantyre: Alcatrão & Manicure

Nestes últimos dias, fui duas vezes a Blantyre, no Malawi, e em ambas as duas tive vários episódios picantes com as autoridades nacionais.

Curiosa por saber o que me esperava naquela cidade de que se falava como se do céu se tratasse, lá rumei mais ao mê motorista Zé Carlos numa Quinta-feira de madrugada. Fronteira um, fronteira dois e vamos embora.

Dois segundos depois… ‘Pera aí, algo não está bem. Que é dos buracos? Que é do abrir e fechar janela cada vez que passa outro veículo? Espera… Isto é… Não pode… ALCATRÃO! Pronto, para mim está feito. Só não fiz a dança da vitória para fora por ter vergonha do Zé Carlos mas na minha cabeça estava em modo cheerleader, toda eu era histerismo! Quando Zé Carlos me informou que ia ser assim até Blantyre só me apeteceu dar-lhe uma beijoca. Mas, mais uma vez, probidade.

Prosseguimos. Chegámos e fomos imediatamente ao Consulado Moçambicano onde eu tinha mesmo que renovar o visto. Eis o que se passou:

Mary entra e dirige-se ao balcão onde Jessica a aguarda com um ar sério e importante.
Jessica: “Madam, do you have something to cover your shoulders?”
Mary: “Oh, I’m sorry. I didn’t kn...”
Jessica: “You have to cover your shoulders.”
Mary (já foste): “Of course, I’ll get something from the car.”

Mary aplica casaco de malha, reentra no Consulado e reaproxima-se de balcão.

Jessica: “Bom dia.”
Mary: (donde é que saiu esse português, ó bit..?) Bom dia. Precisava de renovar o meu visto, se faz favor.
Jessica (com aquele ar simpático dela): Hoje já não vai ser possível e amanhã é feriado. Só Segunda-feira.
Mary (rápido Mary, back-up strategy: GO!): Oh, mas é que eu vim de propósito de Mandimba e não posso ficar: tenho que ir amassar a xima para os miúdos!
Jessica: *gargalhada*
Mary (score, we’re in!): Está a ver, né? Preciso ir ajudar a minha cozinheira que aquilo é muita xima!
Jessica: Preencha este formulário que eu vou ligar à chefe.

Jessica regressa com a mesma cara. Chefe está com uma comitiva na cidade e não vai voltar, só Segunda-feira. Nesta frase por “comitiva” deve entender-se “fazer a unha” e por “cidade” deve entender-se “sítio onde se faz a unha”. Lixei-me mas ao menos a chefe gozou o feriado com uma unha que sim senhor.

Até já.

domingo, 4 de outubro de 2015

Nem com nome na guest me safei.

Mais de dois mesinhos sem escrever… Bonito, Maria, sim senhora. Falta de consideração pelas duas pessoas que aqui passam… Deve ser da vida social super activa em Mandimba!!

Segue então um pequeno episódio de Domingo passado.

Lembram-se daquela situação na Faculdade designada “chegaste atrasado tens que esperar à porta da sala de aula e entras em bando 10 minutos depois da hora quando a porta se abre uma segunda e última vez”? Aqui em Mandimba temos essa situação na Missa. Quem chega depois do Padre entrar, espera cá fora até os mocinhos das faixas “Acolhimento” darem ordem para entrar.

E quem é que foi barrada à entrada, quem foi?

Relembro que está um cafufo indescritível e que o Bairro da Chanica – onde resido – continua em festa o que dificulta o sono adequado. Saí de casa já atrasada e com o mínimo de roupa socialmente aceitável. Cheguei à porta do bunker mesmo a tempo de participar na seguinte cena:

Dois gajos “Acolhimento” nos degraus.
Mary na quarta fila dum grupo já grandinho de pessoas.
Gajo 1 faz vistoria geral ao grupo e, com ar angelical e de mãos ao peito, desce dois degraus e pede licença.
Grupo forma corredor até à quarta fila.
Gajo 1 (ainda com ar de Nossa Senhora das Dores): “Tem que pôr outra camisa.”
Mary: “Das outras três que trago na carteira…?”
Gajo 1: (Blank!)
Mary: “Eu não tenho outra camisa e esqueci-me do meu lenço.”
Gajo 1: “Então não pode entrar.”
Mary: (Também não queria entrar, calha bem!)

Mary senta-se, ligeiramente humilhada, no degrau à entrada. Sistema de som viste-o, de maneiras que ouvi sensivelmente 0.8% da Missinha.

Comecei a vistoria pelas moças que estavam cá fora para ver se sobrava uma capulanazita nalgum colo. Vejo moça a sorrir para mim… Conheço-te, não sei donde, mas toma lá todos os 32 dentinhos ‘cause I need what you’ve got! “Estou a pedir essa capulana.” Toma lá, põe aos ombros e entra no bunker que já estava a 45 graus. Comunga, devolve capulana. A não esquecer no próximo Domingo? Leque!

Finalmente, and cause you simply can’t make this stuff up:


 

sábado, 1 de agosto de 2015

Completei Aniversário!

Tarde!

Quarta-feira, dia 29 de Julho de 2015.

Mais um dia normal para 99% do mundo: as pessoas acordaram, foram trabalhar, as ruas encheram-se, as pessoas pararam de trabalharam, as ruas esvaziaram-se, as pessoas adormeceram.

Mas, para duas pessoas, uma em Lisboa, outra em Mandimba, foi um dia especial: estavam a completar aniversário. Dessas duas, uma estava a completar um “niversário bunito”: the big 3-0!
Passo então a relatar o meu dia de anos em Mandimba que, apesar de tudo, foi bem especial.

Por razões que me ultrapassam, acordei às 4 da manhã com uma energia absurda. No Whatsapp, uma mensagem da Margarida com a receita do “bolo que se faz em qualquer parte do Mundo”. 4:08h pareceu-me uma belíssima hora para ir para a cozinha. Graças à mesma pessoa querida, tinha isto:

Neste cenário, este pacotinho equivaleu a um Lindt de culinária da mais alta qualidade. Ah, chocolate… NOT! Lá procedi à confecção do bolito e eis que tive logo uma bela surpresa: Mana ainda/já acordada. Toda uma companhia entre cozinhas! Çalito lá acordou (imaginem a cara quando se deparou com toda esta azáfama..) e siga para o pequeno. Ora bem, há um mês recebemos dois croissants e um sumo de laranja Ceres que foram RELIGIOSAMENTE guardados no congelador para estas ocasiões. O meu foi no dia de anos. Para além disso, sumo e café verdadeiro. Numa palavra: felicidade.

Mais uma surpresa: presente que chegou a Mandimba!

Margarida a liderar a comitiva de boas-vindas a esta bela vida. Pack composto por: saco/necessaire GIRÍSSIMO feito pela própria, massa para fazer brownies e batedor de claras manual. Alegria, alegria.

Ainda abri mais um presente que tinha vindo desde Lisboa com duas dedicatórias que sim senhor. Tudo a puxar ao sentimento!

Feito o bolo e tomado o pequeno, pega no bolo e segue para o serviço onde tinhas professores e auxiliares à espera do dito porque eu estava a completar aniversário e eles queriam bolo, mas “daqueles com ovos”, não são lá essas porcarias que nos impingem de quando em vez.

Serviço, serviço, serviço e siga para o Romão para o birthday lunch. Por mim tinha almoçado cerveja mas como parecia mal lá veio a típica (e única) galinha grelhada. Durante este almoço, duas chamadas muito boas que souberam a casa!

Serviço, serviço, serviço.

Volvidos a casa e animada pelo funcionamento da net durante o dia, encetei toda uma situação a que gosto de chamar “Vídeo Surpresa para o Pai”. Ah, que inocente… A vida ensina-te tanto e tu não lhe ligas boi, Mary.

Obviamente, e como dita a Lei de Murphy, este foi o momento que a net escolheu para quinar. Tudo bem, não tem problema, respira que isto há-de passar. Simultaneamente, recebi um vídeo de família e amigos e fiquei muito entusiasmada para o ver. Foi bom que só demorou 4:12h a descarregar. AH, nisto estávamos também sem luz o que, naturalmente, ajuda imenso a animar uma ‘ssoa. Tentativas de Skype e FaceTime com a família foram todas em vão… Confesso que houve ali duas horinhas em que estive mais triste e frustrada que feliz e contente.

Nisto, vamos jantar e Çalito sugere vermos o “Fault In Our Stars”. Ora bem, não sei se o leitor está a par deste belo filme mas basicamente é a história de dois adolescentes apaixonados que estão a morrer. Risky move, Çalito, risky move! Para descanso do dito, o filme foi óptimo e não desabei num pranto. Mas, quando acabou, voltei ao computador, na esperança de o vídeo já ter carregado e de o e-mail já ter seguido para o Pai. NOT!

22:24h. “Trimm, trimm” (sim, isto é o meu celular): atendo um amigo que, basicamente, deve ter achado que eu estava à beira do suicídio. Desculpa lá Zé Carlos, estava um pouco frustrada.
Vou desistir, tenho pena mas vejo amanhã.

CONTUDOOOOOOOOO, e porque quem espera sempre alcança, a cena lá carregou e houve todos uns doze minutos e doze segundos de pura alegria. Fartei-me de rir e fiquei de coração cheio com o vídeo – ele houve malta de Lisboa, de Angola, de Ibiza, de Tóquio, toda uma panóplia de pessoas queridas!!

Não sei se têm bem noção mas, quando se está no meu registo, isto tem um impacto inacreditável. Agradeço a todos do fundo do coração!! Especialmente às duas moças queridas que tiveram tanto trabalho. E ao Willy por ter arranjado tempo na sua agenda ocupada.

Até já. 

sexta-feira, 31 de julho de 2015

#TGIF


Thank God It's Friday!

quinta-feira, 30 de julho de 2015

quarta-feira, 29 de julho de 2015

terça-feira, 28 de julho de 2015

segunda-feira, 27 de julho de 2015

domingo, 26 de julho de 2015

sábado, 25 de julho de 2015

Irmãos em Cristo

Tarde! 

Hoje chego-vos com um post mais pirosinho.

A primeira vez que ouvi a expressão "Irmãos em Cristo", o que não foi há muito tempo, não gostei muito, lembro-me de a estranhar. Mas hoje fez-me todo o sentido do mundo. Foi preciso vir para o boda... Ele há coisas! 

Nos últimos dias, o nosso motorista teve de ir a Cuamba e ficámos entregues ao seu substituto, chamemos-lhe Zé Carlos. Muito discreto e igualmente simpático. Como gostamos de saber como são as comunidades nas várias partes do Niassa, eu e o Çalito fazemos imensas perguntas aos motoristas. Numa dessas conversas, o Zé Carlos disse-nos que era católico. 'Mediatamente, respondi que também era. 

Dia seguinte. Mary foi sozinha com Zé Carlos à obra. Pergunta o dito: "então religião é católica". Mary diz que sim mostrando-lhe o terço que tem ao pescoço. Deviam ter visto o sorriso dele, a união que ali se gerou imediatamente. Éramos irmãos. Somos irmãos. 

A partir daí, contou-me que tinha sido baptizado, crismado, que era casado desde 1989 e que tinha quatro filhos, todos rapazes. 

O que mais me fascinou foi o orgulho com que ele falou da sua religião. A alegria que lhe trazia afirmar-se como católico. Contagiou-me.

Se calhar nunca mais o vejo mas foi um momento de tanta comunhão e alegria que acho que nunca mais o esqueço! Ao momento e ao Zé Carlos.

Até já. 

P.S.- Agora é que vão disparar as apostas que a miúda vai acabar freira!

#PinkWater

sexta-feira, 24 de julho de 2015

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Eu é mais copos.

Tarde!

Three weeks in, achei que estava na altura duma cervejinha. Como ia à vila, lembrei-me de passar no Romão, restaurante cá do sítio. Eis o que se passou:

Mary entra no Romão. Só homens. Tudo bem, I can do this.

Eu: Boa tarde, como está?
Zé Carlos: Normal, você por aí?
Eu: Assim mesmo.

(Esta introdução repete-se uma média de 324 vezes por dia.)

Eu: Quanto vale a 2M pequena?
Zé Carlos: 60 meticais.
Eu: E a média?
Zé Carlos: 60 meticais.
Eu: Bom, então se calhar levo médias, não é? Parecendo que não, compensa.
Zé Carlos: Média tem vasilhame.
Eu: Faxavor?
Zé Carlos: Só podi levar média si entregar vasilhame.
Eu: E a pequena?
Zé Carlos: Piquena podi levar, não tem vasilhame.
Eu (a rir): Portanto o que me está a dizer é que custam ambas o mesmo, mas só posso levar a piquena… Isso não faz sentido nenhum homem!
Zé Carlos: Haaaaa…Deus te abençoe!

(WHAT?????)

Eu: Já abençoa homem, mas eu hoje era mais cerveja!
Zé Carlos: Só a piquena..
Eu (vencida pelo cansaço): Seja.

Lá vim, com as cervejas e vários olhares “reprovadores”.

Até já.

#ACaminhoDoServiço!


quarta-feira, 22 de julho de 2015

terça-feira, 21 de julho de 2015

#BackToSchool

Back to school.
Que amor!!


segunda-feira, 20 de julho de 2015

#Programão

Cause Mondays are so awesome already...

domingo, 19 de julho de 2015

Calor, Princesas & Esponjas

Tarde!

Mais uma Missa, mais um post. Já sabíamos que hoje íamos ter o Senhor Bispo a celebrar. O que não sabíamos era que ia começar com uma hora de atraso e que ia demorar 3:10h.

Como convém, cheguei ao bunker às 7:52h e, como avistei uma cadeira livre, voei para a dita. Bunker já a abarrotar, hoje com seis moços de faixa. Tudo o que fosse canalha ia lá para trás que se lixava.

Chegou uma sénior. Levantei-me. Lixei-me.

Obviamente, nunca mais arranjei lugar. Mas isto até foi bom porque só quando perdi o lugar é que fui lá fora e me apercebi que a Missa não ia começar tão cedo. Na verdade, era bem provável que o Bispo ainda estivesse a sair de Cuamba ou de Lichinga (ambos a 150km de terra batida de distância).

Abordo um moço enfaixado:

“A que horas é a Missa?”
“8 horas em ponto.”
“Bom, como é que eu posso explicar? São 8:23h.”
(Viro-me para o cavalheiro ao lado dele que parecia mais escorreitinho.)
“A Missa é às 9 horas.”

283 avisos e não podiam ter dito isso na semana passada? Relembro que o bunker está ao barrote. Abafado doesn’t even begin to describe.

Lá começou a Santa Missa e depois foram só 3:10h. Sim, três horas e dez minutos. A melhor parte é, sem dúvida, a musical. A Missa cá é muito mais alegre. Quase não damos pelo tempo a passar. Quase...

E para o fim, a pérola: hoje, como vinha o Sr. Bispo, aprimorámos a decoração e à grinalda das Princesas juntámos… ESPONJAS DE BANHO!! Épico.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

A chegada!

Pois é meus amigos, já passaram duas semanas (going on three months que o tempo aqui é diferente!). Fascina-me a velocidade com que o ser humano se adapta a uma nova realidade e a facilidade com que criamos rotinas seja aonde for!

Deixo-vos um video da nossa chegada a casa para que vejam como estou bem instalada:


Como diria a outra, estou praticamente num resort.

Mas a pergunta verdadeiramente importante é: que franjinha era aquela, minha menina?

Até já.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Boda Who?

Noite!

Diz que há malta com dificuldade com a palavra boda – who? what? where? – de maneiras que vim tentar definir a situação.

Em 2009, Boda definia-se assim:

Boda s.m. destino longínquo, lugar onde certas e determinadas pessoas não iriam nem mortas quanto mais vivinhas e com juízo, sitio onde não há acentos no teclado.

Incluí a palavra no título basicamente porque o blog é meu e eu faço o que eu quero - também por ser uma palavra que uso muito. O resto é porque sou pirosa e queria um titulo pires como as coisas pires.

Em 2015, esta definição foi novamente influenciada por uma das minhas pessoas preferidas que acrescentou: “nem de pés para a frente”. Grande senhor, já ganhou!

Até já

terça-feira, 14 de julho de 2015

Domingo, Dia do Senhor!

Pois é, o Domingo também cá chega e com ele a Santa Missa.

E onde é que esta decorre? Na vila. E onde é que a Mary não está? Na vila. 

Tudo bem, não tem problema, anda-se um bocado a pé. E assim foi. Depois de uma caminhada de 52 minutos cheguei à Igreja de porta fechada. Pronto, foi ontem às 18:23h, queres ver? Não, afinal a Missa é num belíssimo espaço em cimento ao lado da Igreja. Por "belíssimo espaço" peço ao leitor que imagine um bunker sem luz. Ok, sem problema. Sigo o povo e paro na primeira porta lateral. O olhar da freira que a guardava foi claríssimo: "esta não é a tua porta menina, fazes o favor entras pela traseira". Ok, segue para a do fundo. Nesta estão três moços com uma faixa encarnada: "Acolhimento". Por "Acolhimento" peço ao leitor que imagine três putos a mandar apertar botões e tapar ombros. Morri de calor mas não tirei o casaco nem um segundo com pânico de que sacassem do apito! Entrei e, depois de voltar a ver, percebo que é moços para um lado e moças para o outro. Sento-me e começo a ser crescentemente ensanduíchada (it's a word!). Durante a Homília cheguei-me para a frente - what a rooky mistake missy! Nunca mais me encostei, nunca mais.

Ainda durante este momento, olho para cima e vejo uma situação cor-de-rosa. Como estava sem óculos, demorei um bocadinho até ao "espera lá, aquilo é a...tu queres ver...é a tipa do Aladino! E a Bela Adormecida!". Pois é amigos, a emoldurar o altar tínhamos...uma grinalda das Princesas da Disney! Nem mais nem menos. Cá em Mandimba é assim: festeje os anos da sua princesa no lugar de culto mais perto de si. A cereja? Um sermão e 283 avisos para pagarmos o dízimo e os sacramentos. Não sei do que falam, eu é mais bolos.  

E assim serão os meus Domingos das 6h às 9:30h. Espectáculo!

Até já.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Dormir em Mandimba!

Pois… NÃO!!

Noite passada:

20:17h – Estou podre e não percebo porquê.

2:55h – Muçulmanos chamam para a primeira oração do dia e encetam a dita que demora duas horas. Tudo isto se passa dentro do meu quarto. Lembro-me porque é que estou podre às 20:17h.

3:28h – Still praying…!! Ainda ao meu lado. Pode faltar a água e a luz mas o megafonezinho para a oração é que não.

4:12h – “Vai Mary, tu consegues. Vai para o teu happy place.”

4:13h – Mary não conseguiu.

4:55h – Param 7 minutos dando esperança à branca.

5:02h – Retomam. Parece-me que mais alto.

5:45h – Toca o despertador. Branca levanta-se e põe panelas ao lume para o banho de caneco que se segue.

Com excepção do pôr água a aquecer, as noites de semana são todas assim. Naturalmente, a minha tolerância religiosa tem vindo a baixar de forma proporcional às minhas horas de sono.

Aos fins-de-semana junta-se uma pequena pérola: DJs locais. Ah, tão bom. Notem, eu não tenho nada contra a música, agora (tentar) dormir ao som duma versão rasca do andar de baixo do Lux não é bem a minha cena. A sensação que dá é que os jovens atrás da “mesa de mistura” estão constantemente em espasmos, resultando num medley de altíssima qualidade como podem imaginar.

E pronto, hoje foi isto que tivemos. Vamos então ter com o caneco..

Até já.

domingo, 5 de julho de 2015

Lisboa-Mandimba = 48 horas!

Ora então boas tardes,

Como prometido, cá estou em Mandimba! E só precisei de 48 horas para cá chegar. 

Então foi assim: depois de todo um stress ao nível do peso da mala (um obrigada à minha Pilar que andou com os lençóis vetados Portela fora) saí de Lisboa dia 1 de Julho às 19:10h. Depois dum longo voo, aterrei em Maputo às 6:10h de dia 2 . Fomos mediatamente enfiados num veículo e siga para burocracias várias. 

Seguiu-se um copo no Dhow, um cocktail no Polana e um jantar espectacular à beira-mar. E está feito ao nível de actividades sociais até Dezembro. 

Deitar às 23h e despertador para as 4h que ainda faltavam dois voos e uma camioneta. Sexta-feira: acordar, pequeno-almoço às 4:37h e siga para o voo das 7:30h. 

"Não há voo às 7:30h...", diz a moça do balcão da LAM. Faxavor? "É às 6h." Ok... Então vamos lá fazer o check-in. Voo foi às 6:30h, mas podia ter sido às 8:52h. Vai-se ajustando conforme lhes apetece e tudo bem. Chegamos a Tete e esperamos mais um pouco por este poço de segurança: 


Tudo bem, era o que tínhamos. Gonçalo no 5A e eu no 10B. Já sentadinhos, diz a moça: "Ok, we please ask you go to front because cargo overweight". Say what now? E tirarmos uns contentores, não?

Chegámos a Lichinga, onde nos esperava o Eusébio. Entramos no jipe e passámos a comprar croquetes. "Nós comemos no carro". Diz o Eusébio: "Hmmm, bocado de muita picada", leia-se, 150kms de terra batida esburacada, pejado de cidadãos, bicicletas e cabras. Espectáculo! 

E pronto, assim foi a vinda até Mandimba... 

Até já.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Two Weeks' Notice: Same Blog, Different Boda!

Pois é, meus amigos, RESSUSCITOU! É verdade, para além d’Ele, também este blog vai voltar à vida porque a sua autora vai novamente para o boda.
Um boda ainda mais boda que o anterior… Então, mas a miúda vai para onde mesmo? Mandimba, Moçambique.
Todos comigo: MAN-DIM-BA.
Se forem ao Google, está lá, só precisam fazer 800% zoom. Mas está lá, não desistam!
Para aqueles que ainda não eram meus amigos há 5 anos, bem-vindos! Não perderam nada com a edição anterior. Esta vai ser muito mais … interessante! Let’s go with interessante.
Agora o que interessa: projeto é muito desafiante e vai ser uma experiência fantástica! Parto dia 1 de Julho e volto no Natal como se quer. Probabilidade de apanhar malária e/ou doenças semelhantes: ainda é alguma mas worry not porque vou com um parasitalogista! Se virmos bem, é provável que a probabilidade de ir com um parasitalogista seja inferior à probabilidade de apanhar malária, pelo que…noves fora…não vou apanhar malária.
E é isto, agora vou almoçar. Galinha. Porque vou comer tão pouca galinha quando estiver em Mandimba…
Até já.